Chegou aquela época do ano em que somos bombardeados com propagandas eleitorais. Porém, cada vez mais a nossa amada planta é levada para os palanques polêmicos. A questão é, pelo menos pra mim, claro, além de outras, quem está pela causa da maconha e quem está pela causa da cannabis?
O uso medicinal. O ouro verde. A indústria. Associações. Médicos. Pacientes. O mercado. Isso chama a atenção. Bom, pelo menos tem chamado a atenção de boa parte da população brasileira. Algumas vezes por curiosidade, outras por necessidade e, muitas, por ganância. Se for ganância “a planta pune”. Frase de um advogado barbudo e grower das antigas, o Emilio.
Dito isso, não quer dizer que a cannabis está atrelada, diretamente, ao pejorativo e algo dialeticamente ruim. Tenho críticas ao termo científico, mas assim o é. Cannabis invade casas conservadoras. A maconha não. Espero que um dia a maconha também esteja nessas casas.
Nesse sentido, invadir casas é o que as propagandas eleitorais fazem, não é mesmo? Com toda certeza, mesmo com a televisão desligada, você foi bombardeado(a) com propagandas eleitorais. Não tem pra onde correr. Todas as big techs se renderam ao debate político. Debate ou ataque.
Resta nós nos organizarmos e entendermos quem está do nosso lado. Óbvio, você precisa entender o seu lado também. Essa conversa é longa. Não se resume a esquerda ou direita. Apesar do escritor desse artigo (eu) ser de esquerda, inegável que a direita tomou o protagonismo do uso medicinal no Brasil.

Cito o artigo do querido advogado Maurício Barroso, que traz os dados das leis de fornecimento aprovadas no Brasil, com a participação da esquerda e direita. A direita ganha de lavada. Isso não é um parabéns para a direita, é um “abre o olho” para nós do campo progressista.
E aí, dentro dessa organização, precisamos saber quem já defendia a planta e quem passou a defender por interesses próprios. Para isso, caro leitor, é preciso pesquisar. Quem apareceu agora na cena com o papo de uso medicinal? Quem chegou do nada? É só uso medicinal que o (a) candidato (a) defende ou uma reparação histórica?
Cabe a reflexão. O que essa pessoa fez nos últimos 5 anos para combater essa política de drogas genofascista (genocida com fascismo) do estado brasileiro? Onde está o papo reto do (a) candidato (a) sobre legalização? Distribuição de renda? Quantas vezes pisou na favela para dialogar com quem sofre diretamente com a proibição da maconha? Essa pessoa só defende uso medicinal? Quantas marchas da maconha essa pessoa foi? Já escreveu algo sobre a temática? Produziu o que?
Que possamos abrir os olhos, melhorar a escuta e entender que água não se mistura com óleo. Que sejamos críticos. A Anvisa regulamentou a maconha, mas preto e pobre continua morrendo todos os dias. Você vota no mercado ou na legalização?







