3ª edição do Crema Cultural será realizada nos Arcos do Valongo, em Santos

Festival acontece no dia 17 de outubro, com congresso científico, negócios, exposições, arte, música e gastronomia
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“Chegamos à terceira edição em um momento em que a discussão sobre cannabis ganhou novas frentes. Não estamos falando apenas de uso terapêutico ou regulamentação. Hoje, o tema envolve pesquisa, saúde, economia, meio ambiente, direitos e políticas públicas. O Crema procura reunir especialistas de diferentes setores da sociedade para promover esse debate com informação, responsabilidade e base técnica”, afirma Fernanda.


Programação


A primeira mesa será realizada às 11h. Com o tema “A Política da Planta: Democracia, Regulação e Participação Social no Novo Cenário da Cannabis”, o encontro discutirá os impactos das novas resoluções, o acesso à saúde, a construção de políticas públicas e a participação da sociedade nas decisões regulatórias. Estão confirmados: Caio França, Deputado Estadual; Angela Aboin, da Federação das Associações de Cannabis Terapêutica (FACT Brasil) e Fernanda Gouveia, presidente do Instituto Adesaf.

Às 13h, será realizada a mesa “Novos Paradigmas do Cuidado: Cannabis, Psicodélicos e Saúde Mental no Século XXI”. O debate tratará do avanço das pesquisas, das possibilidades terapêuticas e dos desafios relacionados às evidências científicas, à regulamentação, à ética, à segurança e à formação dos profissionais de saúde. Participam: Eliana Rodrigues, da Unifesp; Henrique F. Antunes, do Chacruna; e Adriana Tucci, da Unifesp. A mediação será de Cintia Luah, do Gepec.

As mudanças climáticas e as possibilidades de utilização da cannabis em soluções ambientais serão discutidas às 15h, na mesa “Da Vulnerabilidade Climática à Ecoproteção: Cannabis e Soluções Baseadas na Natureza para Mitigação das Mudanças Climáticas na Baixada Santista”.

Entre os temas previstos estão agricultura regenerativa, recuperação de solos, sequestro de carbono, manejo sustentável da água, biomateriais e bioeconomia, com atenção aos desafios enfrentados pelas regiões costeiras. Participam: Caroline Campagnone; Alexandra Sampaio, da Unisanta, e Gabrielle Dainezi, com mediação de Maurinho, do Instituto Procomum.

Às 17h, a mesa “Entre Tribunais e Territórios: memória, judicialização e os rumos da política de drogas” encerra a programação de debates. O encontro abordará o papel do Judiciário em questões relacionadas à cannabis e à política de drogas, além da atuação de movimentos sociais, associações e comunidades na defesa de direitos e na construção de políticas públicas.

Participam: Lucia Lambert, da Rede Reforma, Nathalia Oliveira, da Iniciativa Negra, Nadhusca (Nalu) e Dr. Felipe Mourão. A mediação será de Adriany Eizo, da Marcha da Maconha da Baixada Santista.

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Crema Cultural também conta com programação musical. | Foto: Divulgação

Arte, música, negócios e gastronomia


O Crema Cultural também contará com uma área destinada a marcas ligados ao universo canábico, com apresentação de produtos, projetos, lançamentos e iniciativas de diferentes segmentos.

Entre os expositores estarão headshops, growshops, associações, vestuário, decoração, livraria, empório terpenado, entre outros. A programação inclui ainda flash tattoo, oficina de tattoo, oficina de jardinagem, transmissão de documentários em área de lazer, ativações de marca, live painting, graffiti e intervenções artísticas realizadas durante o festival.

A música também terá espaço de destaque. A programação começa às 17h, com o DJ Big Ice. Às 19h, a Banda Ducasco sobe ao palco e, às 21h, a Marley Celebration encerra a sequência de apresentações musicais do festival.

O público também terá acesso a uma área gastronômica durante o evento.


Arcos do Valongo


A terceira edição terá como sede os Arcos do Valongo, no Centro Histórico de Santos. O espaço ocupa um conjunto de antigos imóveis do bairro do Valongo, região que teve papel importante na expansão urbana, ferroviária e portuária da cidade a partir do século XIX.

As construções tiveram diferentes usos ao longo do tempo e foram posteriormente integradas. Preservando elementos arquitetônicos do período, o conjunto passou a receber eventos, exposições e iniciativas culturais, acompanhando o processo de recuperação e de novos usos do Centro Histórico.


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