Um pequeno balanço sobre a 6ª edição do Festival Internacional de Cinema Canábico de Buenos Aires

Manter a continuidade do festival foi um desafio significativo que, no fim, nos fortaleceu em um cenário de trevas para o cinema argentino
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“A arte expande o reino da verdade, revertendo mal-entendidos e preconceitos com beleza e imaginação. Criarei arte com cânhamo.” – Cheon Ho-gyun, cultivador de cânhamo (do filme “Pull”, de Lee Sooyung)


A sexta edição do FICC em Buenos Aires chegou ao fim em meio a um contexto geral bastante complexo para a cultura independente. Manter sua continuidade foi um desafio significativo que, no fim, nos fortaleceu.

Entre as impressões iniciais após uma semana intensa, uma coisa é clara: esta iniciativa, que não é apenas culturalmente necessária, mas também politicamente relevante, consolidou sua posição como ponto de encontro para ativismo, indústria, cultura e comunidade na capital argentina.

Durante esses dias, compartilhamos filmes de diferentes países, diversas perspectivas sobre a cannabis e debates que cruzaram cultura, política, ciência, saúde e direitos. Exibimos documentários, filmes de ficção e curtas-metragens.

Promovemos encontros com cineastas da Coreia, Brasil e Argentina, que interagiram com o público, o qual, mais uma vez, demonstrou curiosidade e engajamento. A exibição e estreia de produções com forte perspectiva de gênero trouxeram à tona as vozes historicamente marginalizadas dentro do movimento.

Cartaz FICC Buenos Aires 2026 - festival internacional de cinema canábico


Em termos de resultados, a sexta edição alcançou um crescimento constante em público, participação de cineastas internacionais e colaboração com organizações, coletivos e projetos relacionados à cannabis em todos os seus usos.

O FICC nasceu em 2019 como uma iniciativa independente e contracultural. Hoje, seis edições depois, é um espaço regional consolidado.

A cerimônia de encerramento deixou uma certeza: o cinema canábico não é um nicho, é um território narrativo em expansão. E o FICC continua sendo seu lar no Sul Global.

Agradecemos a todos que tornaram esta edição possível! Avante!

Nos vemos novamente em 2026 na segunda edição do FICC Rio, no Brasil!


Alejo Araujo FICC



Filmes premiados no 6º Festival Internacional CineCannábico de Buenos Aires:


Melhor Montagem: La Bachata de Biónico, de Yoel Morales (Rep. Dominicana)

Menção honrosa: Grassland, de William Bermudez y Sam Friedman (Estados Unidos)



Melhor Curta-metragem: Entre tantas malas, de Miguel Trujillo (Equador)

Menção honrosa: De Ponta a Ponta: Como Nasce o Prensado, de Matías Maxx (Brasil)



Longa-metragem Documentário: Presente Continuo, de Ulises Rosell (Argentina)

Menção honrosa: Cheech and Chong’s Last Movie, de David Bushell (Estados Unidos)



Longa-metragem Ficção: La Bachata de Biónico, de Yoel Morales (Rep. Dominicana)

Menção honrosa 1: Grassland, de William Bermudez y Sam Friedman (Estados Unidos)

Menção honrosa 2: The Weed Eaters, de Callum Devlin (Nova Zelandia)


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