“A arte expande o reino da verdade, revertendo mal-entendidos e preconceitos com beleza e imaginação. Criarei arte com cânhamo.” – Cheon Ho-gyun, cultivador de cânhamo (do filme “Pull”, de Lee Sooyung)
A sexta edição do FICC em Buenos Aires chegou ao fim em meio a um contexto geral bastante complexo para a cultura independente. Manter sua continuidade foi um desafio significativo que, no fim, nos fortaleceu.
Entre as impressões iniciais após uma semana intensa, uma coisa é clara: esta iniciativa, que não é apenas culturalmente necessária, mas também politicamente relevante, consolidou sua posição como ponto de encontro para ativismo, indústria, cultura e comunidade na capital argentina.
Durante esses dias, compartilhamos filmes de diferentes países, diversas perspectivas sobre a cannabis e debates que cruzaram cultura, política, ciência, saúde e direitos. Exibimos documentários, filmes de ficção e curtas-metragens.
Promovemos encontros com cineastas da Coreia, Brasil e Argentina, que interagiram com o público, o qual, mais uma vez, demonstrou curiosidade e engajamento. A exibição e estreia de produções com forte perspectiva de gênero trouxeram à tona as vozes historicamente marginalizadas dentro do movimento.

Em termos de resultados, a sexta edição alcançou um crescimento constante em público, participação de cineastas internacionais e colaboração com organizações, coletivos e projetos relacionados à cannabis em todos os seus usos.
O FICC nasceu em 2019 como uma iniciativa independente e contracultural. Hoje, seis edições depois, é um espaço regional consolidado.
A cerimônia de encerramento deixou uma certeza: o cinema canábico não é um nicho, é um território narrativo em expansão. E o FICC continua sendo seu lar no Sul Global.
Agradecemos a todos que tornaram esta edição possível! Avante!
Nos vemos novamente em 2026 na segunda edição do FICC Rio, no Brasil!


Filmes premiados no 6º Festival Internacional CineCannábico de Buenos Aires:
Melhor Montagem: La Bachata de Biónico, de Yoel Morales (Rep. Dominicana)
Menção honrosa: Grassland, de William Bermudez y Sam Friedman (Estados Unidos)
Melhor Curta-metragem: Entre tantas malas, de Miguel Trujillo (Equador)
Menção honrosa: De Ponta a Ponta: Como Nasce o Prensado, de Matías Maxx (Brasil)
Longa-metragem Documentário: Presente Continuo, de Ulises Rosell (Argentina)
Menção honrosa: Cheech and Chong’s Last Movie, de David Bushell (Estados Unidos)
Longa-metragem Ficção: La Bachata de Biónico, de Yoel Morales (Rep. Dominicana)
Menção honrosa 1: Grassland, de William Bermudez y Sam Friedman (Estados Unidos)
Menção honrosa 2: The Weed Eaters, de Callum Devlin (Nova Zelandia)
Mais informações: https://ficc.ar/ + @festivalcinecannabico






